sábado, 19 de outubro de 2019

DST - um Grupo Empresarial que valoriza a Filosofia e as Humanidades como molas da Produtividade!

Quantos empresários neste País facultariam aos seus quadros laborais uma formação apostada em abrir perspetivas mentais e vivenciais, muito além do círculo específico dos saberes e das competências técnicas restritas a cada tipo de trabalho? Quantos cuidariam de enriquecer o seu “pessoal”, com novas experiências de cultura humanística e de pensamento filosófico?! 
Ainda mais significativa se torna a interrogação/exclamação quando se verifica que este desejo de tornar mais "cultos"  os colaboradores da Empresa não decorre apenas de um vago sentimento de generosidade - que de si já seria verdadeiramente digno de nota - mas corresponde a um eixo estruturante da uma moderna noção de gestão  e de desenvolvimento de uma empresa que quer estar aberta ao desafio permanente da inovação. 
É assim com o Eng. José Teixeira, líder do Grupo DST. Ele sabe, pela sua prolongada experiência e hábitos de reflexão, que juntamente com o conhecimento das metodologias científicas da economia, da engenharia, da gestão e da administração, e que juntamente com o rigoroso conhecimento das novas tecnologias, há competências que provêm do âmbito específico das literacias das artes, da filosofia e das humanidades, que são absolutamente indispensáveis para a plena rentabilização dos outros saberes que fazem avançar uma Empresa. Falamos de competências diversas, como a da plasticidade de pensamento, da imaginação criativa, da ponderação do inusitado, da articulação das transversalidades, do pensamento crítico, da desarrumação do mundo e subsequente reestruturação da experiência (P. Ricouer), da inteligibilização de determinados valores (como o bem, a justiça, o equilíbrio, o belo), competências argumentativas e comportamentais que se congregam na holística tarefa de CONSTRUIR UM ESTILO, e que por isso são consideradas como condimentos indispensáveis para a verdadeira PRODUTIVIDADE de uma Empresa aberta ao futuro.
Foi esta forte convicção que levou o Chairman e CEO do Grupo DST a desafiar a Católica a criar uma Pós-Graduação em Formação Humana para Quadros da DST, que está agora a iniciar o IIº semestre.
Esta visão do mundo empresarial é tão diferencialmente marcante, que ela tem suscitado o interesse dos maiores órgãos de comunicação social do País. A exemplificá-lo estão os dois Programas, de ampla audiência nacional, referidos no final deste texto, e nos quais se fazem referências ao lugar da arte no mundo empresarial DST e também à experiência pedagógica que envolve presentemente a DST e a Católica, nomeadamente a sua Faculdade de Filosofia / e de Ciências Sociais. 
Pessoalmente, enquanto docente implicado nesta experiência pedagógica (durante o Iº semestre), sinto uma grande realização intelectual por ter verificado como a Turma-DST que o Eng. José Teixeira nos confiou - de economistas, engehneiros, gestores, arquitetos... - "embarcou" no rasto da pergunta, tão singela como complexa: o que pode a experiência estética fazer pela construção de uma verdadeira comunidade laboral? Naquela sala da Univ. Católica-Braga debatíamos o impulso da perceção estética,
fenomenologicamente preparada, para a transformação do nosso olhar sobre a realidade, e como essa transformação altera tudo. A começar por nós mesmos.
Dificilmente esquecerei a atitude daqueles Alunos tão especiais. De facto, o que então se passou, não foi apenas “Outra História” que a reportagem designa, mas uma “História Outra”. 
Parabéns ao Eng. José Teixeira pela sua visão ampla e profunda! As suas declarações nestes dois documentários sobre a "louca" contaminação dos saberes - da Economia à Filosofia, da Gestão de Empresas às Artes, passando pela Ciência e sempre, sempre pela Poesia - deveriam estar gravadas em todos os documentos dos agentes que interferem no espaço da Economia, a começar pelos Políticos! 
> Programa "Portugal em Direto" na RTP1 - ver sequência com início em 21:20
> "Programa Outras Histórias". Construir com Arte - ver sequência com início em 6:40
Local da reportagem das sequências: Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais - UCP - Braga / Aula de Estética. Maio. 2019.

[Carlos Morais / 2019.10.20]

domingo, 2 de junho de 2019

José Mattoso: Igreja e Cultura, Fé e Razão, Tradição e Criatividade, História e Atualidade:

Igreja e Cultura, Fé e Razão, Tradição e Criatividade, História e Atualidade: reflexões de José Mattoso, a ter bem em conta nos tempos de hoje.
Após receber o prémio «Prémio Árvore da Vida – Padre Manuel Antunes», o investigador referiu que, nos séculos XIX e XX, a Igreja Católica em Portugal se refugiou “à sombra do poder constituído” – “enfraquecida pela perda dos seus bens e pela debilidade do seu pensamento racional, perdeu o sentido da criatividade cultural” – mas, hoje, pela reflexão teológica, à crítica exegética e ao verdadeiro conhecimento do passado, “recuperou o seu lugar no mundo da ciência e da razão”.

domingo, 30 de dezembro de 2018

A crise da palavra e as Categorias de Aristóteles

  • Neste apontamento procuramos mostrar que a crise atual da palavra não está desligada do modo como concebemos e interpretamos os conceitos/termos básicos da linguagem. Daí a necessidade de regressarmos à doutrina aristotélica das Categorias, um texto fundamental para a Lógica.
  • O apontamento foi publicado no Jornal "Diário do Minho" (Braga), em 26.12.2018, p. 16. Mas está também disponível (em livre acesso) na edição digital - clique aqui
  • Relacionado com o mesmo assunto, recomendamos, também, a leitura do "Prefácio" ao fascículo 3 (2018) da Revista Les Études Philosophiques, com tradução e adaptação feita por nós. 
  • Foi a publicação deste fascículo que deu o mote ao nosso apontamento.

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"CATEGORIAS DA LÍNGUA, CATEGORIAS DO SER" / "PREFÁCIO"
Kristell Trego. 
“Catégories de langue, catégories de l’être” - “Avant-Propos” 
in Les Études philosophiques, 2018, 3, pp. 337-338
(trad.e adaptação de Carlos B Morais)
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[337] Se as categorias são modos de predicação, não corresponderão elas à estrutura do discurso, bem longe de se conformarem à ordem do real? Um tal questionamento foi certamente muito vivo, quando, no séc. XIX, Adolf Trendelenburg sustentou que as categorias retomavam distinções gramaticais, mas que visavam também conteúdos conceptuais. Desde a sua lição inaugural, (…) convida a ultrapassar a origem gramatical das categorias, para reconhecer a maneira como elas se referem à própria natureza das noções. Conhece-se o debate que o oporá a H. Bonitz. O séc. XX recebeu a herança. No seu artigo «Catégories de pensée et catégories de langue», inicialmente publicado há 60 anos na revista Etudes philosophiques (1958), E. Benveniste retomou a questão para afirmar: «Na medida em que as categorias de Aristóteles se reconhecem válidas para o pensamento, revelam-se como a transposição das categorias de língua. É o que se pode dizer que delimita e organiza o que se pode pensar» (Problèmes de linguistique générale, Paris, Gallimard, 1966, p. 70).
Tal como Kant não foi o primeiro a procurar uma ordem das categorias (contra o seu pretendido carácter rapsódico), a questão das relações das categorias à língua, ao pensamento, mas também ao real, não nasceu com Trendelenburg. Uma tal questão ritma a história da receção das categorias. A exegese neoplatónica grega fornece a moldura: as categorias serão palavras, conceitos, ou coisas? Não é necessário enfatizar uma resposta, em detrimento das outras: as categorias não seriam de facto, como nos convida a pensar Simplício, palavras significando conceitos, e remetendo a coisas? 
O presente caderno pretende esclarecer a tese de Trendelenburg, retomando uma certa história das categorias que aí vê uma fala (une parole) sobre o ser. Mais do que [338] uma alternativa entre categorias da língua e categorias do pensamento, as categorias confronta-nos, para além das palavras que as dizem, com uma certa maneira de perspetivar o real. As contribuições que vamos ler propõem examinar a maneira como as categorias não se deixaram reduzir à determinação linguística que as viu nascer. Atentos à linguagem na qual se dizem as categorias, os autores (dos trabalhos deste caderno) encontraram-se confrontados com o problema da língua das categorias. As categorias aristotélicas, assim traduzidas em diversas línguas e de diversas maneiras, não se poderiam deixar restringir à língua grega que as viu nascer. O seu confronto com a gramática conduziu de facto a exibir uma dimensão inteligível das categorias, irredutível a factos da linguagem.
Num quadro teológico, ou na juntura da lógica e da metafísica, a doutrina das categorias viu-se retomada para apreender o que é nas suas diferentes facetas. Veremos em Bizâncio Photius servir-se das categorias para pensar a predicação da humanidade a tal homem singular, tal como [a predicação] da divindade a Deus. Examinaremos, no território do Islão, a retoma de um questionamento neoplatónico acerca da simplicidade ou composição das dez categorias. Descobriremos igualmente um reinvestimento da doutrina das categorias promovendo o conceito de «coisa» para apreender o que é. Perspetivaremos, em terra latina, uma reflexão sobre a dimensão lógica ou metafísica da ciência categorial. Prestaremos atenção, na Inglaterra do séc. XVIII, à retoma de um questionamento categorial para combater o inatismo de Locke e afirmar a atividade do espírito. Consideraremos de seguida as múltiplas maneiras propostas por Brentano para pensar as categorias e constituir uma ontologia. Regressaremos a Trendelenburg e olharemos para a leitura que ele efetuou em 1846 do questionamento iniciado na sua lição inaugural, sobre a programação das categorias.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

"A Imaginação ao Poder"?

Cartaz do Colóquio
Nos dias 12 e 13 de novembro de 2018 realizou-se, na Universidade do Minho (Braga), a XXª Edição do Colóquio de Outono, Conferência Internacional, dedicada ao tema "Paz e Liberdade. Visões, Discursos, Manipulações" ("Peace and Freedom. Visions, Discourses, Manipulation").
No âmbito deste evento, tive a grata oportunidade de apresentar uma Comunicação, intitulada "A imaginação ao poder"?, na qual pretendi questionar até que ponto a imaginação, à luz da análise estética, é a faculdade mais bem posicionada para lidar o poder, como se podia ler no slogan programático dos revolucionários de Maio de 68, em Paris.
Após a apresentação da Comunicação, seguiu-se, como é habitual, um breve mas enriquecedor diálogo com os participantes.

A quem interessar, aqui fica o resumo da intervenção.

RESUMO:
Ainda que não seja um dado suficientemente conhecido e divulgado, o filósofo Mikel Dufrenne teve com os acontecimentos parisienses de maio de 68, uma relação verdadeiramente sintomática, e por isso mesmo, complexa, quer do ponto de vista ideológico, como sobretudo – que é o que aqui nos interessa – do ponto de vista estético e filosófico. Nesta comunicação pretendemos focar um ângulo dessa complexidade, mostrando que, por um lado, o ambiente cultural então vivido abriu a sua reflexão estética para a compreensão da dimensão social e política da arte e da experiência estética, de um modo como ainda o não tinha conseguido nas obras dos anos 50. Mas, por outro lado, precisamente porque se tratava de refundar o alcance produtivo e revolucionário da arte na realidade envolvente, a categoria catalisadora não poderia centrar-se na "imaginação", por muito importante que esta faculdade mental se revelasse, e que a notada expressão “A imaginação ao poder” pretendia endeusar. Não temos conhecimento de que Mikel Dufrenne tenha contestado diretamente aquele slogan, mas as suas reticências à sobrevalorização do estatuto e do papel da "imaginação" são deveras importantes, dado que nos permitem inferir critérios hermenêuticos de avaliação da relação da arte com o poder, da estética com a política. É também uma outra maneira de revisitarmos os fundamentos da potência subversiva – neste sentido revolucionária – da arte. Daí a eleição da obra estética de Mikel Dufrenne nesta comunicação. 

in: "Livro de Resumos"
Programa do Colóquio 

CEHUM-ILCH - Universidade do Minho, Braga, 12 de novembro de 2018

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

O virtual e a experiência estética - tema de comunicação (Congresso da SPF na UBI)

No passado dia 07 de setembro tive a honra de participar no 3º Congresso Internacional de Filosofia, organizado pela Sociedade Portuguesa de Filosofia (SPF), realizado na prestigiada Universidade da Beira Interior (UBI), na Covilhã.
Mais concretamente, nele moderei a Sessão temática Fenomenologia e Epistemologia V, participei na Mesa-Debate: Atualidade e Futuro da investigação em Filosofia em Portugal, com os representantes dos Centros de Investigação Filosófica Portugueses. E apresentei a comunicação intitulada: O virtual como categoria da experiência estética, à qual se seguiu, como é habitual, um momento de questionamento e de diálogo com a assistência, dele resultando um enriquecimento pessoal, a nível de ideias e de perspetivas de aprofundamento do assunto em investigação.
Mesa-Redonda com os representantes
dos Centros de Investigação Filosófica Portugueses
Quero expressar, naturalmente, a minha gratidão pela oportunidade de integrar este evento científico, ocorrido na Universidade da nossa Cidade.
Pelo que pude observar, foi um Congresso de grande impacto para o reforço da afirmação e da presença da Filosofia no nosso meio cultural e especificamente na Universidade da Beira Interior. A dimensão nacional e internacional deste Congresso, bem como o facto de ter acolhido comunicações em todas as áreas significativas dos estudos filosóficos, garantirão a este Congresso um lugar privilegiado no conjunto dos eventos filosóficos realizados no nosso País.
Estão, pois, de parabéns, as entidades organizadoras deste Congresso, excelentemente representadas pelos Professores André Barata (UBI, Coordenador) e José Meirinhos (Presidente da Direção da SPF).
Não posso deixar de realçar aquele traço afável e singelo que distingue o modus faciendi do acolhimento beirão, tão elegantemente espraiado em toda a organização-UBI.

Para as pessoas interessadas no tema que apresentei, aqui fica o Resumo.

O virtual como categoria da experiência estética Um dos aspetos que consideramos verdadeiramente marcantes da estética filosófica de Mikel Dufrenne é a sua elaboração de uma teoria pioneira sobre a categoria do virtual, nomeadamente a análise das suas incidências fenomenológicas na perceção estética e na constituição do objeto estético. A sua sistematização inicia-se com Phénoménologie de l’Expérience Esthétique (1953), percorrendo todos os seus trabalhos publicados ao longo da segunda metade do séc. XX, até L'oeil et l’oreille (1987), sua última obra onde a categoria do virtual ocupa um lugar de destaque.
À distância de pouco mais de vinte anos do seu falecimento (1910-1995), é oportuno iniciar uma avaliação crítica do alcance do contributo deste autor para o tema em análise, pelo menos sob dois ângulos de perspetiva que consideramos prioritários. Em primeiro lugar, quanto à competência e adequação do manuseamento da fenomenologia como teoria integrativa da categoria do virtual no fenómeno estético. Em segundo lugar, quanto à perspicácia de, como que premonitoriamente, Mikel Dufrenne ter antecipado um instrumento de análise das artes que, desde o último quartel do século passado, se vêm desenvolvendo precisamente sob a égide da categoria do virtual; se fosse necessário justificar a atualidade do tema, bastaria notar a importância da noção de virtual, não apenas na ciência e na técnica, mas no espaço social, comunicacional, estético e afetivo. Em pouco tempo, instalámo-nos na cultura do virtual, que investe e condiciona positiva e negativamente a experiência vivida e a própria constituição dos objetos.
O que hoje se passa no campo da criação artística, na produção e consumo de imagens digitais e de formas virtuais confere à estética um lugar privilegiado para observar, compreender e avaliar a relação do virtual com a realidade, e mais globalmente, a virtualização do mundo. No fundo, a pergunta pela realidade é sempre a que mais nos incomoda, pois é cada vez menos precisa e nítida a moldura disso a que chamamos “real”, o seu contorno, a sua identidade, a sua natureza, a sua afinidade. É muito sintomático que passe a ser mais convidativa a experiência imersiva na realidade virtual do que a contemplação da natureza!
Mikel Dufrenne pressentiu, com muita acuidade, que o problema do “novo” virtual exigia transvasar a doutrina filosófica, clássica, da dualidade «potência|acto».
É em ordem a esta tarefa de avaliação crítica, centrada nos dois objetivos enunciados que planeamos a nossa comunicação.

In: Programa e Livro de Resumos, [3º Congresso Internacional de Filosofia, SPF], UBI: Covilhã, pp. 58-59. URL: https://spfilosofia.weebly.com/3cifspf.html

terça-feira, 12 de junho de 2018

"Os desafios da representação gráfica: aspetos teóricos e práticos", de Artur Miguel Sousa Basto


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É com muita satisfação que divulgo o trabalho do Arquiteto Artur Miguel de Sousa de Basto, intitulado Os desafios da representação gráfica: aspetos teóricos e práticos, publicado pela Editora Novas Edições Académicas. 
Trata-se de uma publicação que corresponde integralmente ao trabalho de Mestrado apresentado à Universidade Católica Portuguesa que tive o prazer de orientar, no âmbito do 2º Ciclo em Ensino de Artes Visuais, da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais (Braga). 
Apresentamos os nossos parabéns, de novo, ao seu Autor e também à Editora, pois trata-se de um estudo de grande interesse científico e pedagógico, centrado na análise e exemplificação da representação gráfica nos seus processos de perceção, registo e construção mental. 
É reconhecidamente uma temática de grande importância no ensino e aprendizagem das artes visuais, tendo presente as manifestas dificuldades sentidas pelos jovens alunos, quando se deparam com as primeiras exigências da representação espacial das formas, volumes, sombras, profundidade. Este trabalho ajuda a desbloquear essas dificuldades.

Resumo
O Relatório da prática pedagógica evidencia que os alunos adolescentes manifestam dificuldades na representação gráfica de formas, volumes, sombras, profundidade…
A razão fundamental destas dificuldades reside na execução imprecisa do processo sequencial de perceção, registo/construção mental e representação gráfica.
Investigamos os momentos desse processo, recorrendo a instrumentos fundamentais produzidos por Rudolf Arnheim, Donald Hoffman e Phil Metzger.
O enquadramento teórico determinou uma intervenção pedagógica de operacionalização de estratégias de questionamento da qualidade da observação, bem como de promoção de reflexões sobre a mesma. Os alunos evidenciaram o seu entendimento de que o cumprimento desta primeira fase de forma audaz alavanca-nos para um registo mental mais qualificado da matéria observada.
Aplicamos técnicas de representação gráfica, de promoção de uma observação sagaz e de um entendimento majorado da representação das formas, dos volumes e das sombras. No decorrer dos exercícios propostos, os alunos foram alertados para a dificuldade dos erros/ilusões visuais que estremecem o discernimento visual e podem provocar distorções da realidade observada.
Em função dos resultados decorrentes dos exercícios propostos ao longo do ano letivo e dos inquéritos de avaliação registados, a investigação permitiu constatar uma evolução dos alunos na qualidade da observação e na destreza de gestos.

Palavras-chave
Perceção, Entendimento, Inteligência visual, Representação gráfica.

sexta-feira, 27 de abril de 2018

Oratórios de Fafe estudados por Cátia Fernandes

REPOSIÇÃO DE NOTÍCIA

No ano letivo de 2011-2012 (IIº semestre) tive a satisfação de supervisionar o Estágio realizado
pela aluna Cátia Vanessa Alves Fernandes, realizado no Museu de Alberto Sampaio – Guimarães, no âmbito do Curso de Licenciatura em Estudos Artísticos e Culturais da Faculdade de Filosofa da UCP (Braga). Foi Co-Orientador desse estágio, por parte da Instituição acolhedora, o Dr. Manuel de Sampayo Pimentel Azevedo Graça, Diretor do Museu.
Dentre o plano de atividades da estagiária, destaco a elaboração de um trabalho de pesquisa sobre os Oratórios usados pelas famílias na região de Fafe. Mais tarde acompanhei a aluna, já licenciada, na redação de uma síntese dessa pesquisa, tendo sido publicada no Jornal "Diário do Minho" - Suplemento Cultura, em 13 de Novembro de 2013, p. II.
[Esta notícia foi anteriormente publicada no site do Curso, no endereço: http://www.eacfacfil.net/?p=4735 (19 de Novembro de 2013 @ 01:01:08)]