sábado, 11 de março de 2017
Católica Braga comemorou Dia Mundial da Filosofia 2016: Filosofia e novas atividades profissionais
Antigos Alunos testemunham percursos profissionais edificados na Filosofia
A Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Católica, em Braga, organizou a 17 de novembro de 2016 uma sessão comemorativa do Dia Mundial da Filosofia, celebrada sob o patrocínio da Unesco.
Tratou-se de uma iniciativa do Curso de Filosofia, realizada em articulação com diversas instituições de ensino da região, nomeadamente: Colégio D. Diogo de Sousa (Braga), Colégio das Caldinhas/Instituto Nun’Álvres (Santo Tirso), Oficina/Ina (Santo Tirso) e a Cooperativa de Ensino Didáxis (Riba d'Ave).
O programa iniciou-se pelas 09h30, com o acolhimento aos alunos e professores, seguindo-se, às 10H00, a apresentação de três palestras, na Aula Magna, dedicadas ao tema: “A Filosofia e a criação de itinerários profissionais”. Pretendeu-se, com estas palestras, demonstrar - mediante os testemunhos dos antigos alunos - a mais-valia da formação filosófica como base para a criação e desenvolvimento de percursos profissionais de grande significado social e que garantem assinalável êxito no mundo laboral; mostrar aos jovens que a Filosofia é capaz de abrir oportunidades laborais, muito para além da profissão de docente desta área do conhecimento.
Para exemplificar e aprofundar o alcance das potencialidades da Filosofia na abertura de novos itinerários profissionais, a organização convidou para oradores da sessão três antigos alunos do Curso de Filosofia, que se têm destacado em atividades profissionais de cariz sociopolítico, administrativo, nas áreas da orientação vocacional, consultoria filosófica e na orientação e previsão em astrofilosofia. Estes antigos alunos são nomes conhecidos na praça pública: Manuel Dias de Barros, Nuno Paulos Tavares e José Prudêncio.
Cada um dos oradores apresentou o seu testemunho, demonstrando como a Filosofia lhes abriu caminhos de descobertas profissionais inovadoras e com futuro.
O Dr. Manuel Barros assumiu-se como um humanista gestor, situando na filosofia os princípios orientadores do conhecimento e da ação que presidem à sua intervenção nas diversas organizações por onde tem espraiada a sua competência profissional, reconhecidamente plena de sucesso. O seu itinerário é uma clara demonstração de que, longe de servir apenas para habilitar professores, a filosofia forma autênticos cidadãos empreendedores.
O Dr. Nuno Paulos Tavares explicou em que consiste a sua atividade de consultor filosófico, potenciada na dimensão prática da filosofia. Abandonou o ensino da filosofia para se dedicar à construção do seu espaço profissional, um espaço diversificado pelas seguintes áreas de intervenção: filosofia para crianças, filosofia nas organizações, formação filosófica de profissionais (professores, médicos, engenheiros, advogados, enfermeiros, agentes de marketing, entre outros). O seu trabalho principal reside nas consultas filosóficas ou aconselhamento filosófico.
O Dr. José Prudêncio dedica-se à astrologia filosófica, ou como enfatiza, é consultor em “astrofilosofia”. No seu testemunho explicitou como a experiência da fragilidade humana o conduziu para o estudo da filosofia. Ficou também patente que a filosofia lhe forneceu o método para assumir e clarificar a responsabilidade pela sua vida e, em certo sentido, também pela vida dos outros. Encontrou na astrologia o complemento que, conjuntamente com a filosofia, consolida a sua análise, interpretação e “previsão” da existência humana.
Após a apresentação destes testemunhos, seguiu-se uma visita às instalações da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais. A jornada finalizou com a entrega dos Certificados de Presença e um convívio no Bar da Faculdade.
Fotos e vídeos do evento: ver aqui
Fotos e vídeos do evento: ver aqui
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017
Escola, Museus de Arte e Literacia Artística - Tema de Provas de Mestrado
Realizaram-se na Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais
da Universidade Católica Portuguesa - Braga, em 30 de janeiro de 2017, as
Provas de Mestrado em Ensino de Artes Visuais da licenciada Susana
Rafaela Ferreira Leite, tendo apresentado o Relatório de Estágio
intitulado: "Complementaridades entre Escola e Museus de Arte para a
construção de uma literacia artística”, do qual tive a grata experiência de ter
sido orientador e de ter partilhado a Mesa do Júri com o Prof. Doutor José
Manuel M. Lopes, da FFCS-UCP (Presidente) e com o Prof. Doutor Vítor Manuel F.
Ribeiro Moura, da UM (Arguente).
A índole do trabalho realizado está patente no seguinte
Resumo:
«Enfatizando a dinâmica das artes em contexto escolar, o
presente Relatório, realizado no
âmbito do Mestrado em Ensino de Artes Visuais no 3.o Ciclo do Ensino Básico e no Ensino Secundário, procura
fundamentar a dinâmica do ensino das artes visuais
em articulação com os contextos de educação não-formal e formal.
Tentamos neste trabalho mostrar a importância das
instituições culturais (museus de arte) e a sua articulação com a escola no
caminho a trilhar nas práticas educativas em artes visuais. A intervenção
pedagógica levada a efeito com a turma em que realizamos o estágio
profissional, na Escola Vale São Cosme – Didáxis, reforçou várias ações
conjuntas entre a escola e duas instituições culturais, potenciando o diálogo
com e sobre as obras de arte.
Os diálogos analíticos com as obras de arte encetados pelos
alunos ao longo da intervenção pedagógica, em contexto de sala de aula e também
no museu e galeria visitados, centrados na fruição estética e nas suas
dimensões, foram sustentados por teorias e metodologias que privilegiam a
dimensão estética no ensino das artes visuais, assente na dinâmica de diálogo e
contacto com a obra de arte.
Estas dinâmicas, que evidenciam a complementaridade entre
as aprendizagens formais e não-formais, mostraram ser possível desenvolver o
conhecimento fundamentado da obra de arte, enquanto geradora de saberes, com
vista à construção de uma literacia estética e artística.
A prática pedagógica procurou, através do contacto in loco
com obras de arte e da exploração das mesmas em sala de aula, incentivar a
dimensão estética da educação artística e o desenvolvimento da linguagem
específica das artes, promovendo a correlação das competências: ver - observar;
refletir - interpretar; experimentar - criar.»
Palavras-chave: educação não-formal; educação formal; obra de arte; fruição
estética; literacia artística; literacia estética.
sexta-feira, 27 de janeiro de 2017
“O pensamento Oriental. Perfil filosófico de Buda e do budismo” - conferência na ESCA - Braga
Foi muito gratificante a oportunidade de proferiu a conferência intitulada “O pensamento Oriental. Perfil filosófico de
Buda e do budismo”, na Escola Secundária Carlos Amarante (ESCA-Braga), no âmbito
das comemorações do dia do Agrupamento e do projeto Fascínio do Oriente. A
conferência teve lugar no Auditório da ESCA, no dia 26 de janeiro de 2017.
A realização desta conferência constituiu uma excelente oportunidade de partilha de conhecimentos e de discussão com os alunos desta Escola, sobre um tema de manifesto interesse: as raízes filosóficas do budismo.
Neste sentido, foi muito estimulante verificar a curiosidade de um Auditório quase totalmente preenchido pelos jovens estudantes, movidos pela curiosidade da diferença que vem do Oriente. Siddharta Gautama, Hinduísmo, Vedas, Upanishad, Karma, Reencarnação, Atmán, Brahmán, Iluminação, Nirvana, Espiritualidade, Conhecimento profundo («vipassana»), Meditação, Superação do sofrimento, Salvação, Óctuplo Caminho, foram alguns dos conceitos-guia numa reflexão sobre o mistério da existência.
As questões levantadas pelos alunos no final da conferência constituem a garantia de que sementes de pensamento filosófico terão ficado a germinar nas suas mentes.
A realização desta conferência constituiu uma excelente oportunidade de partilha de conhecimentos e de discussão com os alunos desta Escola, sobre um tema de manifesto interesse: as raízes filosóficas do budismo.
Neste sentido, foi muito estimulante verificar a curiosidade de um Auditório quase totalmente preenchido pelos jovens estudantes, movidos pela curiosidade da diferença que vem do Oriente. Siddharta Gautama, Hinduísmo, Vedas, Upanishad, Karma, Reencarnação, Atmán, Brahmán, Iluminação, Nirvana, Espiritualidade, Conhecimento profundo («vipassana»), Meditação, Superação do sofrimento, Salvação, Óctuplo Caminho, foram alguns dos conceitos-guia numa reflexão sobre o mistério da existência.
As questões levantadas pelos alunos no final da conferência constituem a garantia de que sementes de pensamento filosófico terão ficado a germinar nas suas mentes.
Um agradecimento
muito especial às/aos Colegas docentes presentes na sessão, particularmente à
Drª Maria Beatriz Macedo que, como Coordenadora do
departamento de ciências sociais e humanas, desencadeou esta iniciativa e à Drª Ana Margarida Dias que, na
qualidade de Professora Bibliotecária, coordena o interessante projeto
“Fascínio do Oriente” e na qual contextualizou a presente iniciativa.
> Fotos da Conferência: no Auditório da ESCA:
quinta-feira, 8 de dezembro de 2016
Velhice. Que fazer?
Para todos ela se faz
cada vez mais próxima. Quase sem nos apercebermos, toma-nos a mão, e depois a
outra, e brinda-nos com os desafios, as incógnitas, os medos, as esperanças que
pressentimos como questões definitivas… Sim, trata-se da velhice, desse tempo “incómodo” que a nossa cultura ambiente
prefere colocar no sótão dos valores neutros, aparentemente “dispensáveis”.
“A velhice, uma idade
política”, é o título de um breve ensaio publicado por Franck Damour na revista
Études. Revue de Culture Contemporaine (avril, 2016*) – uma das minhas
revistas preferidas. Neste texto, o autor analisa a ideia de um processo de “Envelhecimento
sem ser velho”. Fórmula certamente atraente, «mas que não enfrenta diretamente
a contradição». No resumo, pergunta-se «como sair deste impasse? Como fazer da
velhice um tempo de vida e não uma doença da vida? Como fazer da velhice um
tempo político e não um naufrágio solitário?» (p. 39).
A ler e a meditar.
*
Publicação disponível na Biblioteca da Faculdade de Filosofia e Ciências
Sociais da UCP – Braga.
segunda-feira, 12 de setembro de 2016
Artes visuais e criatividade pedagógica*
O
poder formativo da arte tem vindo a ser aprofundado desde que Platão concebeu a
existência humana como consequência da educação, e a educação como um processo
de maturação
física, intelectual e espiritual no qual a poesia, a música, a
pintura, a escultura, e todas as outras artes desempenham um papel
insubstituível.
A
arte constitui-se esteticamente como um valor por si mesmo, capaz de
transformar o nosso olhar, a nossa percepção da realidade e da vida. Mas, ao
mesmo tempo, ela é indutora de novas formas, novos dispositivos, novas
estratégias que nos permitem alcançar criativamente outros valores, outros
âmbitos, novas finalidades. Docentes, psicólogos, pedagogos, educadores e, de
um modo geral, todos os que desenvolvem actividades de comunicação e de intermediação
cultural e social reconhecem que, com a arte, a mensagem “passa melhor”.
Dentre
o universo da arte, as artes visuais adquiriram desde cedo um estatuto estético
e cognitivo cimeiro, precisamente porque se descobriu que os sentidos e os
dispositivos que elas activam permitem-nos chegar mais longe, alcançar uma
realidade mais ampla, conhecer melhor e mais profundamente a realidade
envolvente. Não é por acaso que ao longo da nossa tradição cultural sempre se
valorizou a dimensão visual.
Entretanto,
as artes mudaram muito, bem como o homem e a sua imagem, a cultura, os valores
e os métodos de ensino. As artes visuais conquistaram novos suportes,
adquiriram novas linguagens, transformaram-se internamente num processo de
fusão donde têm surgido novas e extraordinárias formas de expressão.
Neste
Curso aprofundar-se-ão estas mutações que continuamente nos lançam desafios e
interrogações que é urgente reequacionar, quer a nível dos conceitos estéticos,
culturais, filosóficos, como a nível das práticas artísticas, pedagógicas,
educacionais e de natureza didáctica.
O
Curso de Aprofundamento em Artes Visuais e Criatividade Pedagógica, através dos
cinco seminários que o constituem, propõe-se fornecer um conspecto das
principais metamorfoses que hoje afectam a presença da arte no sistema
educativo, quer na posição em que a arte é objecto directo do ensino, quer na
posição em que o ensino e a educação são intencionalmente visados pela arte.
Pretende-se aprofundar as diversas pontas deste nó que ata o ensino artístico,
a educação pela arte e a formação estética, sob o pano de fundo da seguinte
inquietação: em que condições promoverão, hoje, as artes (visuais) a
criatividade na escola e na vida?
“Vós
(artistas) tendes, graças ao vosso talento, a possibilidade de falar ao coração
da humanidade, de tocar a sensibilidade individual e colectiva, de suscitar
sonhos e esperanças, de ampliar os horizontes do conhecimento e do empenho
humano.” (Bento XVI, “Encontro com os artistas”, Capela Sistina, 21 de
Novembro de 2009).
* Nota de Apresentação do Ciclo de Seminários dedicados ao tema "Artes visuais e criatividade pedagógica", anteriormente publicada no endereço: http://www.eacfacfil.net/?p=1602
Apresentação
Partilha de apontamentos, comentários, reflexões, notícias, publicações, acontecimentos… na área da Filosofia, com ênfase no domínio da Estética e Teoria das Artes.
Sentir e pensar... num apaixonado recomeço!
Entre o conceito e o sentimento, em demanda das fontes do Sentido e do Belo!
Oxalá os materiais destas páginas encontrem utilidade em quem por aqui passar …/…
///////Carlos Bizarro Morais//Docente de Filosofia//UCP-FFCS//Braga ///////////////////////
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